Comer, Beber, Passear – Casa da Esquila

Vamos dar início hoje a uma nova rubrica. Todas as sextas-feiras sairá uma publicação dedicada a espaços dedicados à gastronomia, receitas ou locais especiais para passeios ou férias.

Começamos com um local muito especial, pela questão afetiva e pela questão gastronómica, A Casa da Esquila. O Chef é um amigo e antigo colega, e desde que abriu, que lá queríamos ir mas não tínhamos tido a hipótese de o fazer. Conhecendo o Rui, esta seria uma experiência inesquecível. Para dizer a verdade, não encontrei nenhuma esquila nas redondezas e também não almoçámos bolotas, mas as iguarias que nos foram servidas são especiais e adaptadas à geografia e à época.

Entre o Sabugal e Sortelha, encontra-se uma pequena povoação de nome Casteleiro e aí se localiza esta pérola da região centro. Rui Cerveira, o Chef, decidiu criar na sua terra, algo de diferente, de especial. Foi uma aposta arrojada que bravamente se tem consolidado no interior e isso não é tarefa fácil.

O restaurante divide-se em duas partes, uma em regime aberto de self-service, com várias opções, que foi a escolhida pelos filhotes e um espaço gourmet onde almoçámos. O Menu é sazonal, de acordo com os produtos da época e alguns locais. Podem espreitar o Menu.

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Escolhemos um Menu Intemporal e foi uma experiência gastronómica maravilhosa.  O Couvert foi riquíssimo e com um sabor muito especial. Azeite com vinagre balsâmico, azeite com alho, pão de mistura e broa quentinha, manteiga com cogumelos, presunto e queijo da serra com doce de figo foram rapidamente degustados e bastante apreciados. A forma como os presuntos se derreteram na boca, e não sou fã de presunto, surpreendeu-me e a dualidade de sabores do queijo com o doce de figo foi tão apreciado que fez com que o comprasse a um produtor local. A entrada Folhado de Camarão com salada de Citrinos estava leve e muito saborosa. A textura do folhado crocante com o salgado do camarão contrastam com a doçura dos citrinos e a leveza da salada. É divinal. Poderia ter terminado aqui a refeição e já seria feliz.

Passando aos pratos principais, pudemos degustar o Bacalhau confitado com puré de grão e salada de abacate e o Naco de Vitela com mostarda antiga e Póquer de Legumes. O bacalhau com o sal no tom perfeito e totalmente macio surpreendeu as minhas papilas gustativas, especialmente quando apreciado com o puré de grão. Este puré, extremamente cremoso, foi algo de novo e aprovado. Em relação ao Naco de Vitela foi realmente uma experiência do outro mundo. Tenro, extremamente suculento, servido com molho de mostarda sobre uma almofada de legumes ficou para a história de excelentes refeições.

Finalmente a sobremesa, A Loucura da nossa Pasteleira é, como o próprio nome indica, completamente estranha e estranhamente boa. Salada de fruta, gelado de baunilha e um folhado de maçã, servido ainda quente, torna a degustação uma verdadeira fusão de sabores. No entanto, a loucura são estas migalhas que misturadas com aqueles doces explosivos fazem com que as papilas gustativas se encontrem numa verdadeira festa.20180831_142832.jpg

Façam como o Sr. Presidente, o Prof. Marcelo Rebelo, vão ao interior e tenham uma experiência gastronómica deste mundo!

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Tasquinha Canto do Fado

Domingo foi um dia muito especial e, apesar de não poder partilhar este momento com o marido, ainda convalescente de uma infeção renal, fui com o filhote mais velho e alguns amigos visitar o novíssimo “Canto do Fado” na Mouraria.

Com um ambiente muito informal, o Canto do Fado surpreende pela familiariedade e qualidade. Ao chegarmos fomos logo atendidos e levados até à nossa mesa, num cantinho muito agradável. Esta tasquinha é a adaptação de uma das antigas casas do bairro e, assim, tem divisões pequenas, como antigamente. Há três salas, o canto da Maria, o canto do Beijo e nós ficámos na sala do fado. Para além disso, há o bar à entrada e uma pequeníssima esplanada à porta, perfeita para as noites de verão que se aproximam.

Nas imagens vêem os nossos amigos músicos, que tocaram no Festival DME.

Enquanto comíamos uns camarões maravilhosos e esperávamos pelo jantar, fomos sendo agraciados por uns magníficos fadistas. Destaco Maria Inês, que apesar de petit, é uma força da natureza. Como imaginam, a imagem está escura pois  fado canta-se no silêncio e na penumbra.

 

Para finalizar, o jantar magnífico confeccionado pelo Chef João, que fez com que todos se calassem e saboreassem aquele maravilhoso filete de atum braseado, acamado entre uma fatia de abacaxi e um ovo escalfado no ponto, servido com uma deliciosa juliana de legumes salteados e batatas assadas com ervas aromáticas. No fim, uma enigmática poncha para finalizar a refeição e saímos todos encantados com o festival de música e sabores.

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E assim terminou um dia maravilhoso!