Aretha Franklin (1942-2018)

Hoje, Aretha Franklin leva a sua voz celestial para encantar outros. Era uma das minhas cantoras preferidas… (Admito que tenho um fraquinho por Gospel e R’n’B) Estava com muita esperança que viesse em breve ao EDP Cool Jazz e já tinha comentado com o meu marido que queria mesmo muito ir ver um concerto ao vivo.

Aretha Franklin, mãe de quatro filhos, tendo o primeiro nascido aos 12 anos, orfã de mãe aos 10 e filha de um pastor, cresceu a cantar e a encantar com aquela voz poderosa que possuía. Teve uma vida repleta de dissabores e alegrias, cantou para presos e presidentes. Foi uma mulher de família e do mundo. As suas músicas ficarão para sempre e hoje vou deixar-vos algumas das que mais gosto… É difícil pois ela tem tantas excelentes por onde escolher.

RESPECT

Son of a Preacher Man

You make me feel like a natural woman

Think (ouçam o ritmo desta música)

I Say A Little Prayer

Ain’t No Way 

Anúncios

Prendinha da Semana – Blédina

Recentemente, os meus filhotes foram presenteados com um cabaz da Bledina e, como imaginam, adoraram. Queremos partilhar estes mimos com os bebés que nasceram há pouco tempo, de modo a poderem experimentar a qualidade dos produtos Bledina. Assim, queremos oferecer uma Bledi Papa de frutos variados e uma refeição de arroz de tomate e frango, que são excelentes para aqueles dias em que a sopa não está feita.

Quando íamos para o estrangeiro de férias com os pequenos, levávamos sempre a mala cheia com boiões pois não sabíamos como iriam reagir e qual a possibilidade que tínhamos de cozinhar… Salvaram-nos a vida!

Para concorrerem é muito simples, só têm de:

  • Seguir O Dia da Liberdade no Facebook
  • Partilhar a publicação do facebook
  • Nomear três amigas que tenham filhos, primos ou afilhados…

Podem participar quantas vezes quiserem, partilhando sempre e nomeando pessoas diferentes. O vencedor será escolhido através de Comment Picker.

O prazo de validade é alargado até junho de 2019.

O passatempo termina no dia 21 de agosto às 23.59 e é válido para Portugal. Boa sorte!

P.S. – A Blédina e o facebook não são responsáveis pelo passatempo, sendo que o envio fica a meu cargo.

5 aprendizagens vitais graças aos filhos

Isto de ser mãe tem que se diga. Há quem não queira, há quem sinta o bichinho da maternidade cedo, outras despertam mais tarde mas quem é e mesmo quem não é, sabe que a vida muda depois de ter um filho ou dois ou três.

O primeiro é o bebé teste, que vem unir e transformar o casal… Se calhar, se não transformar o casal, não une. Mas isso fica para outro artigo! Ao nascer o primogénito, o balanço a dois altera-se, mesmo que seja de forma subtil. A disponibilidade de um e de outro muda, o tempo a dois passa a ser a três e um bebé não é um tamagotchi (quem nasceu antes dos anos 90, sabe o que isto é) que se desliga quando nos apetece…

Aprendi e continuo a aprender, suponho que mesmo velhinha caquética continuarei a aprender imenso com os meus filhos. Estas são talvez as lições mais importantes que tive em toda a minha vida e eles são os professores a quem mais amo.

A importância da Rotina

Quando éramos jovens e consequentes, eu e o meu marido decidíamos sair e íamos… Viajávamos, passeávamos, trabalhávamos de noite (no início do casamento estávamos a trabalhar e a fazer o mestrado ao mesmo tempo) não dormíamos para ir trabalhar ou dormíamos pela manhã a dentro, aos fins de semana. A rotina passava apenas pelas horas do trabalho. A partir do nascimento do primeiro filho, percebemos que as rotinas lhe davam segurança e ele ficava mais feliz e, consequentemente, mais calmo. A hora de comer, de dormir e de tomar banho, a leitura, o mimo e a massagem, eram aqueles rituais que facilitavam a nossa vida e a rotina acaba por se tornar nossa amiga. Crianças bem dormida é uma criança mais feliz e os pais também.

A importância da espontaneidade

Nem só de rotina vive o homem e a espontaneidade também é importante. Um dia não são dias e as surpresas também fazem as delícias de uma família. Hoje vamos comer uma pizza porque sim (na verdade, porque não me apetece fazer o jantar). Em vez de ficarmos a aquecer o sofá, vamos andar de trotinete na marginal. Façam os sacos que vamos acampar ou quem quer um banho de cócegas são momentos únicos que guardamos para sempre…

A três, a quatro, a cinco, mas sempre a dois (e a um)

Se nós não estamos bem, ninguém está bem. Uma família é um ambiente muito delicado e, basta um não estar bem, para desequilibrar o mesmo. A importância de os pais estarem bem e terem direito a tempo só para si a dois ou sozinhos é muito, mesmo muito importante. Aqui, o papel da rotina é fundamental. Se soubessem como gosto de me enroscar no sofá com o meu maridão depois da casa estar em silêncio. Meia hora serve de terapia diária (se for mais, melhor)! E, para além disso, preciso do meu tempo sozinha que, normalmente se traduz na hora de dormir, ficar a ler e a escrever um pouco depois de já todos terem adormecido.

 A única impossibilidade é a morte

Tudo na vida tem uma solução. Pode doer, pode custar, pode exigir forças que não sabíamos que tínhamos mas tudo na vida tem uma solução, nem que seja o tempo que cura muita coisa. O importante é analisar bem o problema, panicar durante 2 minutos e depois de respirar fundo procurar a solução… Dormir também ajuda a relativizar e solucionar problemas… O que não tem solução, está resolvido. Agora é só adaptar-nos à nova realidade. Não menosprezo os problemas, sei bem quanto magoam. No entanto, à medida que cresço e vejo os filhos crescer, percebo que os dramas de antes, se calhar não eram assim tão dramáticos.

O Amor que se multiplica (não se divide)

O medo dos meus filhos é que eu goste mais de um ou de outro. Explicar que por eles nascerem não deixei de amar o pai, que por nascer o N. ou o C. não deixei de gostar ou passei a gostar menos dos outros é um conceito complicado e as inseguranças são muitas. As mães sabem que amamos os filhos de amor igual, embora a forma como o demonstremos possa ser diferente, adaptando-se ao estilo de cada um. Se há um filho que não aprecia abraços não o vou forçar a ser abraçado mas recebe beijinhos ou massagens pois acho que o calor humano é importante… Não vou demonstrar afecto publicamente ao meu adolescente pois sei que isso o constrange. Não quer dizer que tenha deixado de gostar dele… significa apenas que respeito o seu espaço. Em casa não se livra do mimo! Uma mãe tem tantos corações, quantos filhos e, a maravilha da natureza é que cabem todos cá dentro, mesmo quando parece que andamos com o coração cá fora!

 

Feliz aniversário, Whitney!

A geração mais jovem não conhece Whitney Houston mas esta foi uma lufada de ar fresco nos anos 90. Uma mulher jovem, com uma voz poderosa, linda e negra. Não teve uma história de vida fácil e morreu bem antes do que devia ter acontecido.

Para a posteridade, ficam as músicas que marcaram os nossos bailes, aulas de ginástica, sessões de estudo ou apenas as horas que ficávamos a ouvir rádio. Fica o “Guarda-Costas” com o charmoso Kevin Kostner, cuja história fez derramar milhões de lágrimas pelo mundo.

Se quiserem conhecer melhor esta grande cantora, podem visitar a página oficial. Aproveitem para ver os filmes… Não são dignos de óscar,  mas têm boa música!

Deixo aqui seis das minhas músicas preferidas.

Esta foi uma das suas primeiras músicas e é um bom começo.

As aulas de ginástica que tive ao som desta música…

e as sessões de dança no meu quarto… (#notproud)

Esta é um ícone dos anos 90… Se calhar, esta é vossa conhecida?

 I’m every woman é uma das minhas preferidas,uma feel-good song.

E, por fim, a música que lhe trouxe a fama a nível mundial: I will always love you.

Gatos em casa?

Hoje comemora-se mais um Dia Internacional do Gato e, quem já segue o blog há algum tempo já sabe que eu gosto muito de gatos e bichinhos em geral, não podia deixar esse dia em branco.

Faz um ano contava a história do nosso Faísca, perdido na Cantábria, encontrado por uma família simpática que dele cuidou e que conseguimos contactar e ir buscá-lo de volta para casa. Hoje, quase um ano passado, já parece novamente a bolinha de pelo gigante de antes…

Sempre tive animais embora só aos treze anos tenha tido a minha primeira gata de casa. Na altura, foi o melhor que me podia ter acontecido. Aquela gata sentava-se no meu pescoço, tipo gola de raposa, enquanto estudava, e ali ficava. Eu era responsável por ela e isso ajudou-me em muitos sentidos.

Os meus filhos já nasceram em casas com gatos e cresceram a respeitá-los. Os gatos têm essa característica. Se uma criança não for suficiente simpática, eles vão-se embora. É necessário que as crianças aprendam a conviver com eles e a respeitá-los.

As minhas gatas, que já morreram há algum tempo atrás, sempre adoraram os bebés. Quando nasceram, costumavam ficar próximo do berço, uma delas, quando cresciam queriam dormir aos seus pés, e chamavam-nos quando os bebés choravam.

Nunca tive problemas com elas em termos de saúde. Durante a gravidez, quem mudava a areia era o meu marido e tinha o cuidado de lavar sempre bem as mãos depois de uma sessão de mimo! É preciso ter algum cuidado, por causa da toxoplasmose, mas hoje já sabemos que a contaminação não acontece apenas por causa dos gatos e convém ter vários cuidados.

Uma das características maravilhosas dos gatos é saberem quando alguém precisa de mimo e, do nada, aparecem e mostram que estão ali e querem mimo… São óptimos para empatar trabalho. Experimentem ligar o computador, preparar um café, chá ou limonada e, quando chegarem à cadeira, lá está ele, em cima do teclado à espera de, outra vez, mimo.

Preparem-se também para umas lutas de arranhadelas e mordidelas e linguados ásperos como forma de pagamento por todas as coisas boas que fazem por ele. Ser gato é difícil! Fazer o teste do descanso em todas as divisões, encher a casa de pelo para que os donos percebam que é necessário aspirar o chão e limpar o pó, miar de manhã (madrugada) a pedir comida e, caso não funcione, dar umas patadas na cara dos donos até se certificarem que estão acordados, beber das torneiras sem se preocuparem com a falta de água no planeta.

O gato, esse animal esquivo, amado por tantos e detestado por tantos outros, foi alvo de perseguições e assassínios em massa. Feito deus e feito diabo. Pode não ser o animal perfeito para todos mas é perfeito para nós! Gatos em casa? Sim…

Dez Q&A sobre mim

Hoje chegou o dia de responder dez perguntas sobre mim. Nada de muito díficil, nem muito complicado! Espero que se divirtam… Eu diverti-me!

1. Qual o teu signo?
Sou gémeos. Sim, já sei o que toda a gente pensa dos gémeos mas não somos assim tão maus ou com duas faces.

2. Quais são os teus hobbies?

Ler, ver séries, ouvir música, passear pela natureza. Estar com os meus filhos não é hobbie, mas dá-me muuiittto prazer.

3. Tens animais de estimação?

Temos dois, o gato lindo da foto, o Faísca Perry Alho e uma cadela maluca e meiguinha, Princesa Leia. (Nomes magníficos, não é verdade?)

4. Qual a tua cor preferida?

Cor de rosa… Tenho um fraquinho enorme por cor de rosa, acho que é uma cor feliz.

5. Quantos países já visitaste?

Já visitei doze países.

6. Qual a tua disciplina preferida na escola?

Inglês, inglês e inglês 🙂 mas gostava de tudo em geral…

7. Que desporto gostas de praticar?

Não sou muito fã de desporto, prefiro fazer caminhadas. Quando era mais nova gostava de jogar basket e volley.

8. Qual o teu filme preferido?

Tenho vários. Adoro comédias românticas mas os meus preferidos são os que me fazem chorar muito como, por exemplo, E.T ou A Lista de Schindler.

9. Se pudesses escolher uma estação do ano, qual seria?

O outono: tem sol e frio, cogumelos e cheiro a terra molhada, uvas e castanhas, o verão de S. Martinho e começa a preparar o Natal… Tem tudo!

10. O que queres ser quando fores grande?

Acho que só quero ser feliz e isso não depende da profissão que tenho mas da pessoa que sou.

Convido os seguintes blogs a responder:

A amamentação ao longo de 10 anos

Em primeiro lugar, acredito que o vínculo entre mães e filhos possa ser igualmente forte se a mãe não conseguir amamentar o seu bebé. Acredito que muitos dos problemas da amamentação possam ser ultrapassados com a ajuda de alguém especializado. Acredito que é melhor um biberão do que uma mãe desesperada, a chorar, porque não consegue amamentar o seu bebé como desejava…

O paradigma da amamentação tem mudado muito ao longo deste último século e, mesmo nestes últimos anos também.Quando fui mãe pela primeira vez, há quase 16 anos, o pediatra ajudou-me a introduzir os alimentos com quatro meses. No caso do J., foi a altura ideal. Ele demonstrava muita curiosidade em comer e comia mesmo muito bem. Continuou a ser amamentado até aos nove meses e, nessa altura, fizemos a transição para o biberão, sem problemas, para que todos conseguíssemos ter uma noite completa de sono. A partir dessa altura, tomava um biberão com cerelac diluída e dormia das 9.00 às 9.00.

Com o N., passado seis anos, protelámos um pouco mais a introdução de alimentos e, com cerca de 5 meses, iniciámos a introdução dos alimentos, começando com a sopa e, logo de seguida, a fruta. Continuou a ser amamentado até aos dez meses mas depois devido à dificuldade que tinha, fome, pouco leite, acabou por passar para leite de substituição. Com ele foi muito complicado, porque era intolerante e não percebemos logo no início… Foram meses muito difíceis, mas ficará para outra história!

Há seis anos, quando nasceu o C. já era aconselhada a amamentação até aos 6 meses em exclusividade, o que foi excelente. Fomos fazer uma Road Trip por 5 países, entre os quais a Alemanha e o Lichtenstein. Não ter de levar comida de bebé e não me preocupar com isso foi excelente. Introdução da alimentação sem problemas, tudo bom e muito comilão! A partir dos nove, dez meses deixou de mamar e passou diretamente para o copo…

Se gostei de amamentar, claro! O meu corpo reage bem, nunca tive dores, mamilos em sangue, etc. Tinha que ter muito cuidado pois tinha tanto leite que receava estar no meio de uma aula com leite a pingar, só de pensar nos filhotes. Tive muita sorte. Há muitas mães que não o conseguem. Isso não as torna menos mães. Torna-nos humanas.

O facto de eu querer parar de amamentar a partir de certo momento, porque sentia necessidade de dormir e verificar que os meus queridos filhotes reagiram melhor assim, funcionou para nós. Ao longo destes dez anos, muita coisa mudou… até o meu amor pelos filhotes cresceu… Já era tanto e continuou a expandir-se!

Boa semana Mundial do Aleitamento Materno! Se não seguem o instagram do Mães.pt está na altura. Esta semana, várias mães dão o seu testemunho. Não percam e boas semana!

 

Dicas de Sustentabilidade – Na praia

Depois de ter lido o relato da actividade da Mãe Sílvia Coutinho, blogger de a minha mente inquieta, na sua publicação É preciso arregaçar mangas, fiquei com o bichinho da limpeza. A Sílvia, juntamente com as suas lindas filhotas, foram passear à beira rio e aproveitaram para fazer uma mega recolha de lixo no areal. Foi bom para o planeta e para todas como família.

Quando chegámos a São Martinho do Porto, para as nossas tão merecidas e aguardadas férias, foi também a altura de arregaçar as mangas. S. Martinho do Porto é maravilhoso e a praia lindíssima e segura. Finalmente consegui ler enquanto as crianças e o pai estavam na água… As algas, que aparecem na costa, não nos incomodam. Fazem parte da natureza.

O que incomoda são os kilos de lixo que aparecem na costa e na areia. Ao sentar-me na areia, na primeira vez que chego à praia, salta um penso higiénico diário da areia, para além de todas as beatas que nos rodeiam.

Costumo caçar tesouros com os meus filhotes na praia. Estes tesouros são conchas, que voltam a ficar na areia, mas que têm direito a competição sobre qual a mais bonita. No meio destes tesouros, encontrámos centenas de tesouros muito menos interessantes. Restos de redes, fios de pesca, pedaços de plástico não-identificado, sacos, plásticos envolventes de todo o tipo de coisa, plástico queimado, etc…

Portanto, lá fui passeando e colocando o lixo num saco, por vezes encontrado na praia, por vezes guardado na mochila para estes casos. Ao encher, íamos ao caixote, deitávamos fora e tornávamos a encher.

Uma das coisas que me assustou foi o que podem ver na fotografia principal, ao lado do saco plástico. Ao pegar na corda verde, que se via por entre as algas, vem um enorme aglomerado de algas atrás e, dentro dele, um peixe-isco,em metal, com vários anzóis, onde uma criança ou um adulto, ao pisar as algas, poderia se ferir…

Notas mentais desta experiência:

  • exercício a manter, na praia, rio ou campo
  • por favor, educar as crianças e jovens (ou adultos) que beatas na areia ou pensos higiénicos, fraldas e afins, não. Há caixotes do lixo próximos…
  • imaginar que os plásticos que não apanharmos, irão para o mar e, não só irão ferir os animais marinhos, como se irão desfazer em pequenas peças, que serão comidas por aqueles animais, que serão comidos por nós… Not cool!
  • A maior parte do lixo pareceu-me ser proveniente de barcos e da pesca
  • Tesouros na praia sim, mas só os naturais…
  • Se quiserem deixar tesouros na praia, aceito notas de 50€, são de papel mas aposto que não chegam a deteriorar-se 🙂

Não consegui fazer o mesmo com os meus rapazes na praia, de forma sistemática como a Sílvia, mas no fim das férias já se divertiam a ajudar a mãe e a mostrar o que tinham encontrado.  O meu filho mais velho diz que me estou a tornar hippie mas que não tem vergonha! Vá lá, do mal o menos!!!

img_20180731_191737_burst1~21249916177..jpg

 

E, se um dia, o chão parecer fugir

Nos últimos meses, temos andado desaparecidos. Ao normal cansaço do fim de ano, trabalho mais complicado e várias provas, exames e as várias festas e espetáculos de final de ano, juntou-se a súbita doença do meu marido.

Durante umas longas semanas e, contrariamente ao normal, esteve de cama em repouso e depois em descanso forçado diário, pós trabalho, de modo a recuperar o mais possível da infeção renal súbita que teve.

No meio desta questão e, na sequência de uma ecografia para verificar como estavam os seus rins, apareceram dois nódulos no abdómen, que geraram o pânico.

O amor da minha vida sofreu um grave acidente de mota quando era pouco mais velho do que o nosso filho mais velho, quando um senhor decidiu ultrapassar numa curva e levar quem vinha à frente. Após nove dias de cama e missa preparada, pois poucos acreditavam que sobrevivesse, ele acordou bem disposto, com cicatrizes que vão dos pés à cabeça, vários ossos partidos e sem o baço. Já lá vão 25 anos!

Durante o tempo entre a ecografia, em 2018, e a TAC, muitos foram os cenários que se afiguravam na nossa cabeça e o medo surgia a cada dia que colocava a cabeça na almofada. Na verdade, durante o dia, não tinha tempo para pensar em quase nada, só sobreviver. À noite, não tinha  capacidade de escrever, de me concentrar, de nada. Só queria dormir e nem isso conseguia.

Sentia que o chão me fugia. O meu chão, a minha fortaleza, estava doente e, desta vez, podia ser mais sério do que nunca. Foi um período de discernimento, tentando não assustar os filhos mas explicando que o pai tinha que descansar e não conseguia cooperar como antes.

Não pude acompanhá-lo pois entre os filhos e o trabalho, não consegui simplesmente. No dia da TAC, lá foi… E eu fiquei com o coração nas mãos. Foi complicado mas ele conseguiu fazer o exame e ainda voltar para a escola… Fim de ano letivo é muito complicado!

Saiu-lhe a sorte grande… Os nódulos não tiveram nada a ver com a infeçcão. O mais estranho é que, passado 25 anos, ele tem mini-baços… E essas mini versões de órgãos, que tanto pavor nos causaram, são agora a causa de risinhos envergonhados, cobertos de grande alívio, sabendo sempre que, um dia, o chão me podia fugir.

Museu das Crianças – ATL de Verão

Só agora chegámos a meio das férias de verão e muitos pais não sabem como irão gerir o tempo dos filhos até ao início das aulas. Existem vários campos de férias e existem campos de férias especiais como este que o C. frequentou. O Museu das Crianças tem um programa que abrange todas as férias e que não permite às crianças se aborrecerem!

No caso do filhote, a temática da semana foi o Rei Leão e o Mundo Animal. Durante toda a semana, realizou várias actividades desde a culinária, os ateliers, a visita ao zoo, às várias propostas interessantíssimas que fazem parte da exposição do Museu das Crianças, culminando com uma apresentação de “O Rei Leão” interpretado pelas crianças e com direito a lanche partilhado com os pais num cenário de sonho.

Foi uma semana em cheio e não me pareceu que se tivesse aborrecido um minuto. Vinha cansado, ao fim do dia, mas extremamente feliz. No dia da despedida, no fim do espectáculo, foi mostrar-nos tudo  que havia feito durante a semana e, por sua vontade, teria voltado na semana seguinte…

Localizado no Jardim Zoológico, logo no primeiro edifício à direita, o Museu das Crianças é um mundo mágico que convida as crianças a brincarem e a serem felizes, recorrendo à imaginação. A equipa, não sendo a equipa maravilha, é certamente maravilhosa, com um grande cuidado com os vários meninos e meninas, com idades compreendidas entre os 3 e os 11. O facto de ter o almoço e o lanche incluídos é uma bênção pois retira mais uma preocupação aos pais.

museudascrianças1

Para quem ainda não tem campo de férias definido, o Museu das Crianças terá ATLs diversificados até à semana de 10 a 14 de  Setembro. Não só os espectáculos são giríssimos como igualmente as temáticas são muito aliciantes e, caso precisem de ficar mais de uma semana, têm a certeza que não se irão aborrecer.

 

museudascrianças2