Na Senda da Sustentabilidade – Carlos Henriques

O homem sonha e a obra nasce. Assim aconteceu com Carlos Henriques, três amigos e um restaurante. O Restaurante Nolla, na Finlândia, é o primeiro restaurante zero waste do mundo e apesar de todo o trabalho que uma odisseia destas dá, o seu empenho deles não esmoreceu.

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No dia 29 de setembro, Carlos Henriques, Embaixador da Economia Circular, partilhou um pouco da sua experiência na Maria Granel em Lisboa. Sonhar com um restaurante que não produzisse lixo, obrigou a que houvesse um grande esforço na pesquisa para imaginar todos os possíveis cenários e como minimizar o impacto.

 

Durante quase 4 anos, estes amigos desenharam o que seria o restaurante perfeito, que sendo que 8 meses antes de abrirem dedicaram-se a tempo inteiro ao mesmo, que está agora aberto à oito meses. O Restaurante Nolla está aberto quatro noites por semana e tem menus adaptados aos produtos que recebem de agricultores e fornecedores parceiros, com a mesma filosofia ou que mudaram o seu mindset para se adaptarem às exigências do Nolla.

A filosofia baseada nos 3 P’s é extremamente sábia. Products/ People (Planet/ Profit são três eixos fundamentais para esta empresa… Um restaurante é uma empresa e, como tal, deve ter o lucro como um dos seus objetivos. Para isso, necessita de produtos de excelência e, aqui reside a diferença, há uma preocupação com o mundo que os rodeia e o impacto que têm no mundo.

Foi necessário educar os fornecedores para que os produtos fossem entregues sem produzir lixo e isto não é uma tarefa fácil, pois tudo sempre foi assim e é difícil mudar. No entanto, este trabalho foi realizado e são estes produtores que hoje fornecem o Nolla de forma sistemática, não produzindo lixo e até escoando produtos interessantes como uma vaca inteira.

Aqui está uma embalagem produzida propositadamente para o Nolla, de modo a ser utilizada para  transportar o café nas melhores condições e poder ser reutilizado, sem que cause danos ao ambiente.

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Os produtos são maioritariamente locais ou especialmente colhidos e produzidos para o restaurante como o café e o chá. Tudo o resto é comprado a granel e em quantidades interessantes, de modo a produzir o mínimo de impacto possível.

Tudo o que é produzido como desperdício vai maioritariamente para um belíssimo compostor que serve de objeto decorativo na sala de restaurante… É ou não uma ideia fora da caixa. Mas assim o cliente consegue ver onde está o que sobrou da refeição e que isto está a tornar-se em algo de muito útil que é distribuído por quem necessita.

Este esforço é requerido por todos. Por exemplo, não há caixotes do lixo na cozinha, apenas pequenas caixas e uma balança por onde este desperdício terá de passar e o responsável terá que o justificar, recebendo um preço do custo daquele desperdício.

A criação dos menus é algo que me encanta e aqui está outra tarefa hercúlea. O Nolla e os seus chefs estão dependentes do que os produtores têm disponível, a nível sazonal, e, num curto espaço de tempo, desenharem um novo menu que não é fixo e que fica também ao critério do cliente a escolha do que deseja experimentar. Esta criatividade e flexibilidade não é para todos, tanto clientes como chefs mas, no fundo, deve ser uma experiência inesquecível e irrepetível pois os próprios produtos não serão sempre os mesmos.

O sabor daqueles alimentos, produzidos ali, com a história do produtor, torna tudo mais especial e Carlos Henriques não quer que o Nolla se torne num franchising. O sonho é que mais restaurantes de desperdício zero nasçam, adaptados às realidades de cada local. Este modelo é possível nascer a nível mundial e fazer do desperdício zero um objetivo com e de futuro.

Foi um prazer rever este jovem que tão jovem já conseguiu concretizar um sonho mas creio que muitos mais se seguirão! Foi uma excelente conversa que merece cinco estrelas e que deixou uma enorme vontade de ir à Finlândia, agora para perceber tudo melhor in loco.

 

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Dicas de Sustentabilidade: Em Roma, sê Romano

Os  nossos filhos são bilíngues. Na teoria, sabem português e alemão, embora o seu nível de proficiência dependa um pouco das experiências diferenciadas que tiveram. Quando eram menos e mais pequenos, um dos tipos de férias que mais apreciávamos era ir para a Alemanha e abandonar o nosso filho (na altura, único) no parque.

De que maneira é isto ecológico, questionais vós. Porque, o que fazíamos era ser como os romanos, neste caso em particular, como os alemães.

Ainda antes de haver Airb’n’b, já alugávamos apartamentos em zonas menos turísticas, andávamos a pé, tanto quanto possível, ou de transportes públicos, comíamos o que os locais comiam e educávamos o nosso filho à mesma maneira que os outros faziam.

O próximo passo será andarmos de bicicletas atrás. Estamos só à espera que o mais novo ganhe autonomia para seguir connosco, sem esforço extra.

Na altura, os parques infantis alemães, que frequentávamos, eram frequentemente feitos de madeira e com um nível de dificuldade muito superior aos portugueses. As crianças com dois, três anos podiam subir barreiras enormes, aranhas gigantes e até fazer slide, com uma agilidade muito superior à de uma crianças portuguesa porque os pais, literalmente, os abandonavam no parque e se sentavam a ler, a conversar ou a comer, enquanto os petizes brincavam à vontade. Ali, o filhote tinha que aprender a comunicar e a pôr em prática a língua que já conhecia em casa.

Seja para melhorar ou para aprender uma nova língua, ir ao país e submergir-se de verdadeiras experiências com habitantes locais, é o melhor caminho. Mesmo que não queiramos melhorar uma língua estrangeira, cai sempre bem fazer um esforço para aprender o básico!

Na altura, já se usavam os sacos de panos nos supermercados, hábito que trouxemos de volta e que agora vemos, tão frequentemente. O ideal é sempre evitar levar sacos plásticos, à excepção dos reutilizáveis para proteger de acidentes tipo “O champô abriu-se”.

Não somos grandes fãs de souvenirs mas quando é para trazer algo, é pequeno e local. Pessoalmente sou fã de comida local e é isso que costumo trazer… Dura pouco, mas a recordação dura para sempre!

Apesar de nos parecer que vamos sempre muito carregados de férias, a verdade é que para 5 pessoas, um cão e um gato, até vamos mais ou menos leves. Uma mochila de roupa, toalhas e afins e uma pequena mochila com brinquedos e livros para cada um, parece-me exequível… O gato e a cadela só têm direito a um saco e têm de partilhar.

Dentro do tipo de Romanos, sejam bons romanos! E Boas férias!

Dicas de Sustentabilidade: Férias

Esta semana, como não podia deixar de ser vamos falar um pouco sobre férias sustentáveis. As preocupações com o ambiente não pode meter férias connosco e devemos é simplificar processos de modo a estarmos mais descansados connosco e com o meio ambiente que nos rodeia.

Aqui ficam algumas boas ideias para sermos mais amigos do ambiente!

  1. Usem os transportes públicos em vez de táxi.
  2. Andem a pé o mais possível. Vão ficar a conhecer toda a área melhor, fazem exercício e poupam o ambiente!
  3. Comprem localmente. Para além de ficarem a conhecer melhor a zona e as pessoas, a comida vai saber muito melhor
  4. Procurem alojamento em sítios com prioridade de sustentabilidade: Eco-resorts, hostels e hotéis amigos do ambiente e com políticas de sustentabilidade claras, ou então aluguem casa de modo a poder cozinhar e apreciar os ingredientes locais.
  5. Se ficarem num hotel, não troquem as toalhas diariamente…
  6. Lavar a roupa imprescindível no banho. Não se esqueçam de levar umas molas na mochila!
  7. Evitem os banhos demorados! Um chuveiro rápido chega… A água é um bem precioso em todo o mundo.
  8. Comprem uma garrafa purificadora de água para evitarem comprar água engarrafada durante as férias!
  9. Não apetece cozinhar? Vão aos sítios onde os locais comem! Irão descobrir maravilhas gastronómicas.
  10. Não alimentar animais selvagens, não tocar nas plantas e não estragar a natureza que nos rodeia é uma das formas de sustentabilidade mais fácil de realizar.

 

Boa viagem e boas férias! Não se esqueçam, andem sempre de saco atrás e vão recolhendo o lixo que encontram pelo caminho!

Dicas de Sustentabilidade – dizer Não

Nesta senda de nos tornarmos mais sustentáveis, surgiu a questão do não. Agradecer o que não é necessário mas não usar. Começando pelas palhas e acabando nos sacos plásticos, entre muitos outros itens que podemos usar em vez de contribuirmos para o problema.

Cá em casa, não deixámos de ir a restaurantes de fast food, onde esporadicamente, vamos. Deixámos, no entanto de utilizar as palhas e reutilizamos os copinhos do gelado para levar uvas ou morangos.  Não usamos a maioria dos sacos de plástico e, quando uso, damos-lhes uma nova vida como para congelar o que for necessário.

O mesmo para os sacos do pão, que foram para já trocados por sacos do pão do tempo da mãe e da avó, bordados por elas. Antes de comprarem novos, perguntem se não estão alguns ainda no fundo do baú. São bonitos, potencialmente kitsch e gratuitos. A reutilização dos sacos irá fazer com que menos tecidos vão parar ao lixo sem terem sido devidamente utilizados.

No futuro próximo, também pretendo começar a usar uns sacos de pano leve para comprar frutas e legumes…

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No caso de não terem, nem de pão nem de frutas e leguma, já há algumas opções disponíveis, como na Maria Granel. Se quiserem um projeto para este verão, deixo-vos este vídeo da Tia Cátia:

Algo que faz todo o sentido, neste nosso percurso, é dizer não a uma substituição sem primeiro terminar, acabar, usar até ao fim de vida de um produto. Ao ouvir o direto do Mind the Trash, esta semana, foi referido que não faz sentido deitar fora uma cortinas de banho de plástico, só para comprar umas menos poluentes,  uma vez que a que está a ser usada ainda está em perfeitas condições. Faz todo o sentido! Primeiro usar o que temos e depois sim, comprar uma alternativa mais ecológica.

Por falar em alternativas mais ecológicas e o meu calcanhar de Aquiles, mais dos meus filhos que meu, são os dejetos da cadela. Não compramos sacos para isto, reutilizamos todos, desde o saco do arroz, das massas, dos congelados ou até das revistas que chegam pelo correio. Mas custa-me deitar plástico para o lixo cada vez que a Princesa Leia faz um presente. A alternativa, para mim tem sido usar os papeis de publicidade que colocam no correio não desejado do prédio (reutilização) mas para eles não dá… O nível NOJO fica no topo.

Hoje encontrei estes na minha pesquisa e pareceu-me excelente! Alguém já experimentou? Parece uma solução ambientalmente mais correta que a reutilização?

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Se cada um de nós se tornar parte da solução seremos muitos e com estes passos caminharemos para um mundo menos poluído. Faço também o convite para que usem este espaço para podermos partilhar mais ideias de como podemos mudar mentalidades em passos pequeninos!

Na senda da sustentabilidade – dar sabor às leguminosas

Na senda da sustentabilidade, encontrei um projeto muito interessante. Desde que começámos este ano temos tentado procurar pessoas inspiradoras e projetos inspiradores para nós e para os outros. Quero agradecer à Ana Sofia Martins, o nascimento desde projeto inspirador que vai mudando a vida de quem os rodeia, trazendo novas possibilidades de termos um planeta mais bonito e sustentável. Visitem o Mercado Natura no facebook e no instagram e, quando puderem, ao local físico 🙂

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Olá,
Começo por agradecer à Silvia esta oportunidade de falar um pouco do meu caminho ligado ao sustentável e também apresentar um projeto pessoal que está a nascer neste momento.
Os temas que podia falar são muitos mas vou-me focar em alimentação, e em particular de leguminosas, que se consomem muitas vezes enlatadas…. mas não é a mesma coisa que frescas…
Sabemos que os enlatados nos vieram facilitar muito a vida, são pequenas quantidades, já vêm cozidas, é só abrir, aquecer (se quiserem) e comer… Mais fácil é difícil…mas desde há cerca de 4 anos que deixei de os comprar, e porquê? Primeiro de tudo o sabor perde-se porque têm de se conservar de alguma forma…. E o preço não é elevado à unidade, mas se compararmos com as leguminosas secas sai muito caro… e com a família a crescer nessa altura, queria dar o melhor ao meu filho, tentar poupar a nossa carteira e também o lixo associado.
E por isso passei a comprar grão e feijão “secos” em sacos de 1kg ou 500g. Perde-se algum tempo a coloca-los a demolhar e cozer, mas é uma questão de organização.
Há cerca de 2 anos de meio, começámos a consumir produtos biológicos cá em casa, e aí entrámos noutra mudança de hábitos. Passámos de comprar leguminosas nos habituais supermercados, para procura-los em lojas especializadas, e sempre que possível a granel. Porquê? É simples, quando começamos a consumir produtos bio, o sabor dos alimentos renasce….é tudo mais intenso dos que os restantes produtos, e depois é difícil voltar atrás! Mas como os produtos Bio têm um preço mais elevado, comecei então a comprar a granel, e compro apenas o que sei que preciso e vou variando muito mais o tipo de cereais. Sim, porque a variedade de leguminosas bio é muito maior do que os que temos habitualmente nos supermercados.
E ligado a estas mudanças, e na necessidade de ter uma abordagem diferente aos produtos bio disponíveis ao nível nacional, seja alimentação ou roupa, nasce o projecto Mercado Natura, que é uma loja on-line com um vasto portfólio desde alimentação, decoração a roupa e calçado, que dará voz aos produtores nacionais, com a sua identificação, e trabalhando diretamente com eles.
Juntamos os nossos links de facebook e instagram, o site estará pronto muito em breve.
Links:
https://www.facebook.com/mercadonatura.pt/
https://www.instagram.com/mercadonaturas/

Na senda da Sustentabilidade – as dificuldades do dia a dia

Hoje foi, finalmente, dia de fazer compras. Para uma família numerosa, com um ordenado apenas, é complicado escolher. O orçamento familiar para 5 pessoas com mais um cão e um gato, que por razões médicas, só come ração específica, não permite grande liberdade.

Este mês, graças às promoções vigentes e descontos que já tinha, optei por ir ao Continente. Neste hipermercado não há venda a granel, daí que tentei sempre fazer a opção entre o melhor de dois. Os maiores pacotes, para poupar na embalagem, comprar o produto com a embalagem menos “má”, como iogurtes maiores e sem papel ou os que usam o mínimo de plástico possível, reutilizei os plásticos do peixe para o congelar.

A verdade é que deveria ter levado os saquinhos leves para trazer a fruta. Não os consegui arranjar ainda, mas quero tentar. Os sacos de papel para o pão são reutilizados pelos filhos, quando é necessário levar lanche para alguma atividade, uma vez que o consumo de guardanapos de papel é quase nulo cá em casa. No entanto, estou a equacionar o uso de um saco de pano para o pão.

Hoje, uma amiga chamou a atenção num maravilhoso restaurante onde fomos para o uso das palhinhas nas bebidas. Realmente ficaram mais bonitas e, o uso tão frequente das mesmas, fez com que nem me lembrasse do errado que aquilo é até ela falar. O nosso papel é esse também. Por mais estranho que pareça, também devemos ser agentes de mudança não só no uso mas na utilização massificada.

Quero usar menos plásticos, menos papel, menos recursos e fazer as opções certas. Já alterámos alguns hábitos, continuamos a tentar mudar mas não é suficiente. Todos os dias somos bombardeados com questões complicadas, a começar com o excesso alimentar.

Há assim a questão dos excedentes. Na Alemanha, há alguns anos, pudemos apanhar fruta nas árvores e girassois por um preço simbólico. Em São Pedro do Sul também apanhámos maçãs num pomar maravilhoso, pagando o kilo de maçãs a preço de produtor. São experiências giras que ficam para sempre, sabendo que o que estamos a comprar ajuda a escoar produção excedentária. No entanto, é muito complicado encontrar este tipo de iniciativa em Portugal.

Hoje peço-vos ajuda para encontrarmos maneiras de sermos mais “ecológicos” de forma economicamente sustentável. Produtos bons, ecológicos e dentro do orçamento familiar, conhecem? Empresas pequenas, médias ou grande que se preocupem com a sustentabilidade e que coloquem alternativas fáceis. Sim, também temos que procurar o que é fácil. Ajudem-nos a encontrar as melhores soluções para um futuro melhor, aplicado a todas as famílias.

Sugestões em comentário no blog ou no facebook, muito obrigada!

Na Senda da Sustentabilidade – Consumo Consciente de Papel

 Hoje, a nossa convidada é novamente a Beatriz, do blog Diamond – Sorrir é o meu lema de vida.  Hoje deixa-nos com dicas de sustentabilidade sobre papel, estudantes ou não. Não se esqueçam de conhecer o seu blog, a começar pelo facebook.

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Olá!

Desde já queria começar por agradecer à Silvia, por me ter dado mais uma oportunidade de escrever mais uma publicação que achei super interessante e decidi arriscar apesar de ter tido muito poucas ideias, sou-vos sincera.

Mas apesar de saber que as ideias me faltavam, lá batalhei mentalmente e espero que gostem do que trago para vocês. Consumo consciente deve deixar-vos a questionar o que será ? Então eu digo-vos! Como muitos não sabem, eu sou estudante do Secundário e por acaso sou daquelas que estuda imenso e necessita de alguns 3 cadernos para poder ter resumos das disciplinas, resumos para apresentações, resumos para poder ter, caso faça exames nacionais e claro dividir também com o meu blog.

Se é rentável tanta folha ? De facto não porque se formos bem a ver, por cada caderno poderá ter morrido/ter-se cortado uma árvore ou até várias quem sabe. E precisamos das árvores para nos permitirem ter oxigénio, para dar alegria a um sítio, para ser o que ela é, uma árvore, e sim cada uma com o seu simbolismo. Contudo, a maioria de vocês poderá não ser apologista do gasto de tanta folha tendo em comparação que os incêndios foram grandes inimigos e é necessário poupar mais no uso das folhas?

Sim, claro que podemos. Exemplos: Quando imprimes um trabalho e saiem folhas em branco, ou folhas impressas de forma errada, o que pensas de imediato? Rasgar ou fazer dela uma bola de papel e deitar fora no lixo correto? Mas pensa que podes usar o outro lado da folha para escreveres o que precisares, será sempre um bom auxílio. Porque não experimentas? Estás a reutilizar uma folha que irias jogar fora e irás usar uma outra sem qualquer necessidade urgente. Eu faço imenso isso porque poderás ter de recorrer a pequenos apontamentos de algo que te vás lembrando, ou usa essas folhas como rascunhos para quando necessitas de apontar algo de importância e assim , ao olhares para essa folha não te esqueces.

E o mais importante ? Economiza o que tens, as folhas que tens, ou até mesmo cadernos de anos anteriores em que sobrem folhas em branco pois é fundamental sermos amigos do ambiente. Ele vai agradecer pela tua gentileza!

Há que sermos capazes de nos mentalizar do que implica gastar tanta resma de papel todos os dias, com o uso gigantesco de papel que lhe damos no nosso quotidiano, sejamos ou não estudantes. Assim vos deixo, com as minhas dicas de consumo consciente de papel e se não pensas, acho que devias, é fundamental pensar no amanhã, no nosso futuro enquanto geração que, um dia, poderá haver mudança, e claro demonstrar aos mais novos que se encontram a iniciar o 2º/3ºciclo a aprenderem o correto.

Um obrigada, mais uma vez, à Silvia. Beijinhos

Na Senda da Sustentabilidade – Reutilização de Latas

Passaremos a ter a nossa rubrica, dedicada aos nossos convidados especiais, quer sejam bloggers ou não, para os sábados. Este ano estamos a dedicar-nos ao projeto da sustentabilidade e assim continuaremos, apesar de poder surgir algum outro tema que possa ser igualmente interessante.

Hoje temos a Miss L como convidada que nos trouxe boas ideias e muito práticas para um dos famosos Rs, o da Reutilização. Não se esqueçam de visitar o blog Devaneios de Miss L e seguir o Facebook.

Boas artes!

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Olá! Gostaria de agradecer à Sílvia Reis pelo seu grande Projecto.

Sou a Miss L do Blog que se intitula Devaneios de Miss L. Adoro este tipo de temas, daí  ter-me feito de convidada (com educação e gentileza). Não sabia muito bem como iria abordar o tema. Falei com o Tio Google e ele prontificou-se a ajudar-me. Agradeço-lhe imenso.

Depois de pesquisar sobre, fui ao meu Instagram para me distrair. Foi ai que encontrei o tema. De há uns tempos para cá tenho aproveitado as latas de metal para pintar.

Tornou-se o meu momento. Tornou-se o meu relaxamento. Tornou-se a minha forma de Decoração Sustentável. Além de ser divertido é uma forma de reciclagem.

Bem pintado ou não, é algo meu. Confesso que não tenho muito jeito para pintar, mas ninguém pediu isso, não é mesmo? Cada lata de grão-de-bico, rebentos de soja e por aí, ganham uma nova vida. Menos as de atum, porque não dão muito jeito.

É uma forma divertida de aproveitamento do que poderia ir parar ao lixo. É uma forma de distração. De não pensar no que não se deve. Dar uma nova vida às coisas é mais importante do que possa parecer. Muito mais mesmo.

O Mundo precisa de todas as nossas pequenas ajudas. Qual é a tua?
Beijinhos

Na senda da Sustentabilidade – copo menstrual

Esta semana o guest post sai ao sábado pois amanhã é dia da mãe e ficará reservado para outro momento. No entanto e falando de mães e de mulheres, a Marta Chan vem partilhar algo perfeito para quem quer proteger o ambiente. A convidada desta semana, já é repetente, é a Marta Chan do blog Viver a Viajar. Continuo a afirmar que é uma pessoa maravilhosa, de sorriso radiante que anda a espalhar alegria e partilha connosco as suas aventuras pelo mundo inteiro – mesmo inteiro! Visitem o blog, babem-se no instagram e, já agora, sigam o Facebook, e vejam se não faz sentido dar um passo como este para proteger o ambiente.
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Decorria o ano 2012 e eu estava a passar duas semanas na casa da minha amiga Cláudia em Berlim, quando ouvi, pela primeira vez na vida, falar dum copo colector de menstruação. Ela estava entusiasmada a contar as maravilhas deste copo e eu estava meio enojada a ouvir a sua experiência.
Passou-se um ano e parecia que, de repente, quase todas as bloggers que seguia usavam o tal copo menstrual. Não podia esperar mais, encomendei um pelo ebay et voilá. Lembro-me perfeitamente que fui escolher a pior altura para o experimentar: numa viagem à Bélgica. Mas o copo estava ali a um canto em casa e eu sabia que enquanto não tomasse uma medida extrema não o iria utilizar.
As primeiras utilizações foram catastróficas, por mais vídeos e imagens que tenha visto parece que estava longe de perceber como deveria inserir o copo menstrual de forma a não verter parte do líquido para as cuecas.
Não vou entrar em grandes pormenores mas sim, no início foi complicado e ainda usei tampões com o copo menstrual até que ao terceiro mês já parecia que nunca tinha usado outro colector menstrual!
Mas afinal o que é o copo menstrual? 
É uma forma de protecção utilizada durante a menstruação, ou seja, substitui o tradicional penso higiénico ou o tampão. A diferença é que recolhe o sangue em vez de o absorver, evitando cheiros desagradáveis. Como o seu material é silicone cirúrgico acaba por ser mais higiénico pois evita o crescimento das bactérias e o risco de infecção é menor do que na utilização de tampões ou pensos.
Podes escolher entre dois tamanhos: o M para mulheres que ainda não tiveram filhos e o L para mulheres que têm filhos.
O copo menstrual pode ser utilizado entre 5 a 10 anos.
Benefícios:
 
– Ecológicos: Não possuem cartão, algodão, plástico, embrulho ou aplicadores, reduzindo a quantidade de lixo que produzimos;
– Poupança: Compras um e dura até 10 anos;
– Saúde: É uma alternativa mais saudável e higiénica aos tampões e pensos, visto que é feito de silicone cirúrgico, anti-alérgico e não contém plástico ou outras toxinas prejudiciais;
– Prático: Aguenta 3 vezes mais fluido que um tampão, oferecendo uma protecção mais longa nos dias de maior fluxo (podes mante-lo durante um máximo de 12 horas seguidas e podes dormir com o copo menstrual).
No meu caso em específico, foi das melhores invenções até à data porque antes, quando viajava para países da Asia, tinha de trazer um bom stock de tampões na mochila, agora basta levar o copo comigo. Ele vem com uma bolsinha própria onde o guardo no final de cada menstruação.
Só para não falar que deixei de comprar tampões! O meu bolso e a natureza agradecem.
Sempre que esvazio o fluido, gosto de lavar com água quente e no final da menstruação gosto de desinfectar com álcool antes de colocar na bolsinha.
Uma dica preciosa: para trocar numa casa de banho pública o melhor é levar uma garrafa de água para lavar.
A marca do meu copo menstrual é icare  e custou-me 10€ na altura. Para dez anos faz uma grande diferença no orçamento 🙂
Espero ter-vos ajudado a entender melhor do que se trata o copo menstrual. Se tiverem dúvidas exponham nos comentários.
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Na senda da sustentabilidade – Zero Waste

Esta semana temos a Fiona novamente, como nossa convidada, com mais 5 sugestões de opções simples que podemos fazer para melhorar o mundo que nos rodeia. Podem ler as primeiras 5 sugestões aqui!

Chamo-me Fiona, tenho o privilégio de ser mãe de um adolescente e uma pré-adolescente incríveis, vivo perto da maravilhosa serra de Sintra, adoro fotografar e cozinhar, por isso, se quiserem podem acompanhar-me na minha muito recente página de instagram:

https://www.instagram.com/asminhasmelhoresreceitas/

  • Criar um armário minimal

Esta foi uma das primeiras coisas que me fascinou na Bea Johson. Nunca tinha ouvido falar sobre a ideia de armário cápsula, nem tinha visto alguém que estivesse bem apresentada e tivesse tão pouca roupa no armário. Pelo contrário, eu achava que tinha pouca roupa e que precisava de muito dinheiro para actualizar o meu estilo. O que realmente aconteceu, foi que acabei por desfazer-me de dois terços do que tinha no armário, porque não me servia, ou não ia voltar a usar, ou não gostava, ou já não estava em condições, etc. Acabei por dar a tudo um destino que não o lixo (instituições, amigas, reciclagem) e de cada vez que abria o armário estava feliz, porque tudo o que via eram apenas as peças de roupa de que gostava e me faziam sentir bem! Acabei por estender esta atitude para muitas áreas da casa, por exemplo: os panos da cozinha, as toalhas, a loiça, etc.

  • Recusar palhinhas

A segunda coisa que mais me fascinou em relação à Bea Johson foram os seus cinco princípios (recusar, reduzir, reutilizar, reciclar, compostar) e muito particularmente o de recusar! Achei muito interessante, perceber que havia muita coisa que me sentia compelida a aceitar, sabendo perfeitamente que aquilo iria diretamente para o lixo. Com este princípio em mente passei a recusar: palhinhas, sacos de plástico ou papel, cartões de visita, guardanapos, fotocópias e por aí fora. E tornei-me consciente que muitas vezes se pode encontrar outra solução para fazer as mesmas coisas de forma mais barata e sem produzir lixo. O que acho fascinante é que acabei por ter de ser muito mais criativa na procura das soluções.

  • Comprar a granel ou em mercados

Quando passei a evitar consumir alimentos processados, também passei a produzir menos lixo, porque normalmente estes alimentos têm invariavelmente que vir embalados. Passei a preferir alimentos sem lista de ingredientes, ou seja, frutas, vegetais, leguminosas e a procurar a maior variedade possível. Também comecei a aprender a fazer muitas coisas em casa e fiquei fascinada por perceber que podia fazer leite vegetal, iogurte, molho agridoce, barritas de cereais, etc, coisas que achava que tinham processos complicados e afinal eram tão simples e podiam ser muito mais saudáveis e muitas vezes mais em conta. Desta forma passei a comprar muito mais em mercados e frutarias do que noutros locais. Também comecei a ser muito mais consciente do desperdício alimentar e depois de várias tentativas, descobri o que funcionava melhor para mim: passei a cozinhar sem deixar sobras para o dia seguinte, excepto a sopa, e passei a utilizar o máximo possível das casacas dos vegetais. Isto foi de facto um ponto de viragem no meu desperdício alimentar e estou muito feliz por ter descoberto o que funcionava na minha casa e com a minha família.

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  • Descobrir o óleo de côco

O óleo de côco para mim foi uma descoberta maravilhosa, porque aqui estava um produto simples, natural, sem químicos, biológico, vendido em embalagem de vidro e que tinha inúmeras funções: desde hidratante de rosto, hidratante de cabelo, hidratante de corpo, hidratante de lábios, desmaquilhante e até mesmo um excelente alimento. Confesso que o uso para uma pequena parte da sua funcionalidade, mas tirei daqui uma lição que tento aplicar sempre que possível, ou seja, consumir coisas que sejam o mais naturais possível e que tenham múltiplas funções. O objectivo que tenho sempre em mente é o de ter a menor quantidade de objectos possível, ou seja, apenas o suficiente.

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A minha última conquista foi fazer o meu próprio desodorizante e aqui fica a receita que encontrei no grupo Lixo Zero Portugal: 1 medida de óleo de côco, ½ medida de bicarbonato de sódio, ¾ de medida de amido de milho e 10 gotas essências de tea tree (eu usei essência de limão).

  • Continuar a aprender

Tenho sempre em mente que procuro activamente a solução que melhor funciona para mim. Se por exemplo prefiro comprar um livro em vez de o ter digitalmente é uma escolha consciente, e este é apenas um exemplo. A Bea Johson também fala disto no seu livro: o encontrar um ponto de equilíbrio. Acho que este caminho funciona melhor, se cada um estiver consciente das escolhas que está a fazer e procurar as soluções mais ecológicas, que funcionam para si. Ainda tenho muito caminho pela frente e estou muito empolgada!

A minha última dica é: comecem hoje!! Uma só pessoa faz a diferença, um só hábito alterado já é uma grande mudança e depois de começarem neste caminho, vão descobrir que é muito mais fácil do que pensavam e estão a contribuir para um mundo melhor!!

Por fim quero agradecer à Sílvia, pela possibilidade de participar no desafio que lançou no Grupo Lixo Zero Portugal!!

Partilhem e comentem!!

Obrigada,

Fiona