BOCAge, o mais honesto homem para se amar…

Se gosta de Bocage ou quer conhecer melhor este poeta singular, com uma vida complicada desde tenra idade, esta é a peça a assistir. Numa viagem através da vida e obra de Bocage, claramente com uma linguagem vernacular e língua afiada, Rita Ribeiro, Sandra Lopes e Mafalda Rodrigues recebem o público de braços (e outras coisas) abertos.

Este magnífico trio enche o palco com as suas vozes e o seu poder. É verdadeiramente maravilhoso ver a forma como a interpretação de três mulheres enchem o palco e prendem o espectador durante toda a peça. Apesar de serem três personagens tão diferentes e interpretadas por mulheres, cujos papéis lhes assentam que nem luvas, a sinergia entre elas é absolutamente perfeita.

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Rita Ribeiro é uma força da natureza e, quando crescer, quero ser como ela e ter aquela energia toda que encanta os espectadores. Sandra Lopes é uma jóia à espera de ser descoberta e, por fim, Mafalda Rodrigues, a mais jovem e mais sonsa, encarna a sua personagem de forma magnífica. Quando digo sonsa, considerem-no um elogio, pois conseguiu passar a mensagem a quem estava sentado no público.

Esta peça, escrita por Sandra Lopes, merecia ser assistida por todos os alunos do 11º ano mas não só. A proximidade com a biografia do poeta e a sua obra, perceber como foi um jovem revoltado e como lutou contra o poder instituído, não com a espada mas com a pena e quão complicada foi a sua vida poderá ajudar os jovens a perceber melhor e a gostarem mais de Bocage.

Em termos cénicos, apesar de ser um cenário quase que minimalista, os músicos, os adereços e a forma como são usados e renovados merecem um aplauso, daqueles fortes e em pé, pois parece que fazem magia. Parabéns igualmente pela banda sonora em palco, é deslumbrante.

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Este espectáculo deve ser interdito aos mais sensíveis de ouvido, a virgens púdicas e outras mentes mais fechadas, mas será uma noite inesquecível para quem quer aprender mais sobre Bocage – o mais honesto homem para se amar e maravilhar-se com a língua de Camões.

Se quiserem assistir à peça, podem ainda fazê-lo esta semana, na Casa do Coreto, entre 11 e 14 de outubro, 5º feira a sábado às 21h30 e domingo às 17h. Podem fazer a reserva através do 21 154 8979. Divirtam-se e descubram quem é Pina Manique!

Crédito das fotografias: Abel Dias

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VANYA E SONIA E MASHA E SPIKE

dsc_8725Uma mão cheia e mais um dedo de excelentes actores, um texto que tem tanto de cómico como de trágico e uma química natural nesta produção da Yellow Star Company são os ingredientes perfeitos para um serão maravilhoso.

No Teatro Armando Cortez poderá ver Helena Isabel, Heitor Lourenço, Mané Ribeiro, Marina Albuquerque, Mafalda Luís de Castro e João Mota desempenharem um papel magnífico. Vanya e Sónia e Masha e Spike é uma peça baseada em temas e personagens de Anton Chekhov mas que não necessita de conhecer para perceber a história.

A peça, escrita por Christopher Durang,  venceu o Tony Award de Melhor Peça, nadsc_8655 Broadway. Vanya e Sónia, dois irmãos a passar pela crise da meia-idade após terem passado a vida a tratar dos pais velhos e doentes, agora já falecidos, dependem da irmã Masha que é uma actriz também em crise da meia idade, com o seu muito mais novo namorado Spyke. Apesar de não estar no título, a empregada doméstica tem um papel crucial nesta comédia e é fantástico observar Marina Albuquerque nuns sapatos enormes, deslizando pelo palco, mostrando os seus dotes de vidente. Heitor Lourenço, Mané Ribeiro e Helena Isabel são os manos e a presença deles em palco é magnífica, a projeção de voz, a capacidade de deslumbrar e nos levar para aquela cidadezinha americana… E, por fim, Spyke (João Mota), um castiço com problemas em andar vestido… um digno representante cómico de uma geração big brother. Mafalda Luís de Castro é a menina inocente mas inteligente que se aproxima da família e cria laços.

Eu e o meu filho adolescente divertimo-nos muito, filosofámos bastante após a ida ao teatro e foi um momento que irá ficar para sempre.

Podem comprar os bilhetes na Ticket Line. A peça estará em cena entre 2 de fevereiro e 26 de março, de quinta a sábado às 21h30 e domingo às 18h00.

Os créditos da fotos pertencem a José Correia, fotógrafo da YSC.

O Gato Das Botas no Teatro Armando Cortez

Após um momento de espera, grande espectativa, rápida recapitulação da história (original) e frases do gato das botas (Shrek), que todos conhecem e imitam tão bem, ouvem-se os badalos, apagam-se as luzes e ação…

Um conto de Charles Perrault e do TIL – Teatro Infantil de Lisboa

o-gato-das-botas-no-teatro-armando-cortez“Era uma vez, há muitos anos atrás … numa pequena aldeia …”, até aqui tudo bem, mas rapidamente apercebemo-nos que este gato evoluiu, acompanha as tendências atuais, apresenta um diálogo atrevido e juvenil, é enérgico, refrescante; é conhecedor da sua obra e da vasta literatura infantojuvenil. Entre as diferentes referências intertextuais, os olhos das crianças brilham ao reconhecer as personagens das “Aventuras de Alice no País das Maravilhas”, “Dom Quixote de la Mancha”, “Os 101 Dálmatas”, “Corcunda de Notre Dame”, “Branca de Neve”; ou cenas atribuídas a David Copperfield, Bollywood ou Manuel Luís Goucha.

Entre risos e gargalhadas, o público é convidado a participar na adaptação moderna da história, e descobrir que mais importante do que todo o dinheiro do mundo se encontra a amizade, a nossa imaginação, o acreditar e concretizar os nossos sonhos. Tudo é possível!

Para realizar os seus sonhos: Espetáculo em 4D, interativo e recomendado.

Opinião de um mero espetador dos artistas e do encantado público juvenil após visionamento no Teatro Armando Cortez – Casa do Artista.

As Vedetas

Ontem à noite foi dia de teatro. Ainda não conhecia o Teatro Armando Cortez e fiquei rendida. Tem uma localização excelente e, para quem está habituada a ir ao teatro no centro de Lisboa, aqui havia lugar para estacionar sem problema!

15349801_700213350138628_1809340250180471459_nFomos ver “As Vedetas” Com Sofia Arruda e Joana Alvarenga, cuja composição das personagens estava perfeita. O ar cândido e angelical de Sylvie (Sofia Arruda) contrastando com a sua falsa ingenuidade e sex appeal e a leviandade e dureza de Simone (Joana Arruda) que parece mais real e mais verdadeira torna esta peça uma verdadeira jóia.

vedetas-e1469033537209O texto de Lucien Lambert espelha a realidade actual, atrevo-me a dizer não apenas circunscrito ao Show Business, e de forma leve incide em temas profundos na vida de uma mulher. Depois, há todas aquelas tramas românticas e envolvimentos sexuais que se espera (ou não) nas vidas das vedetas…

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Ver a Sofia Arruda e a Joana Alvarenga, despidas de todos os traços infanto-juvenis do passado, já não meninas e apenas mulheres em dois papéis de grande força e esforço foi um momento épico. Pontos mais fortes: a perfeita dicção de Sofia (vão ver e tentem imitar) e a voz caliente de Joana.

Esta produção da Yellow Star Company estará apenas em cena até dia 18, por isso aproveitem para relaxar de um dia cansativo e vão ver. Como diria Vasco Palmeirim numa música bastante divertida, vais ver que vais gostar…

Um agradecimento especial à Yellow Star Company e à Joana Freitas do blogue Moda & Style que tornaram esta ida possível!

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“Quase Normal”, no Auditório do Casino Estoril.

Com a titanesca responsabilidade de representar o sucesso da Broadway e o consequente Pulitzer 2010, na categoria de Drama, a produção ArtFeist apresenta “Quase Normal“, a doença bipolar em cena no Auditório do Casino Estoril. Fomos vê-lo recentemente e recomendamos vivamente!

A vida de uma mulher com a doença bipolar, tradicionalmente designada Doença Maníaco-Depressiva, seria demasiado redundante para resumir o plot deste musical. Como viver com a doença bipolar, uma família bipolar, seria mais adequado face aos desafios, problemas, situações constrangedoras, arrelias, desilusões e sofrimento comum. Com uma formidável apresentação/encenação da companhia ArtFeist, o próprio público é levado partilhar estes sentimentos de felicidade exuberante ou profunda tristeza e dúvida com a família … um drama humano com um real grito de sofrimento.jc_53113

Lúcia Moniz, Henrique Feist e Mariana Pacheco (Morangos com Açúcar, Bem-Vindos a Beirais, Coração D’Ouro) em “Quase Normal“, um Teatro no seu mais puro e autêntico desempenho. A não perder de Quinta a Sábado às 21h30 e aos Domingos às 17h00.

Imagem retirada daqui.

"Quase Normal", no Auditório do Casino Estoril.

Com a titanesca responsabilidade de representar o sucesso da Broadway e o consequente Pulitzer 2010, na categoria de Drama, a produção ArtFeist apresenta “Quase Normal“, a doença bipolar em cena no Auditório do Casino Estoril. Fomos vê-lo recentemente e recomendamos vivamente!

A vida de uma mulher com a doença bipolar, tradicionalmente designada Doença Maníaco-Depressiva, seria demasiado redundante para resumir o plot deste musical. Como viver com a doença bipolar, uma família bipolar, seria mais adequado face aos desafios, problemas, situações constrangedoras, arrelias, desilusões e sofrimento comum. Com uma formidável apresentação/encenação da companhia ArtFeist, o próprio público é levado partilhar estes sentimentos de felicidade exuberante ou profunda tristeza e dúvida com a família … um drama humano com um real grito de sofrimento.jc_53113

Lúcia Moniz, Henrique Feist e Mariana Pacheco (Morangos com Açúcar, Bem-Vindos a Beirais, Coração D’Ouro) em “Quase Normal“, um Teatro no seu mais puro e autêntico desempenho. A não perder de Quinta a Sábado às 21h30 e aos Domingos às 17h00.

Imagem retirada daqui.

Em Abril, manhã de verão, tarde de inverno

Frio, chuva, dia de passeio…

Hoje fomos ver o espetáculo Cair no Teatro Municipal Maria Matos. O teatro é bastante moderno, os funcionários são muito simpáticos e cheios de gadgets modernos e senti-me muito segura, na presença de uma equipa de segurança.

Conclusão: em dia de chuva vão ao teatro, vão ver espetáculos – saiam de casa e aproveitem a vida!