Comer, Beber, Passear – Casa da Esquila

Vamos dar início hoje a uma nova rubrica. Todas as sextas-feiras sairá uma publicação dedicada a espaços dedicados à gastronomia, receitas ou locais especiais para passeios ou férias.

Começamos com um local muito especial, pela questão afetiva e pela questão gastronómica, A Casa da Esquila. O Chef é um amigo e antigo colega, e desde que abriu, que lá queríamos ir mas não tínhamos tido a hipótese de o fazer. Conhecendo o Rui, esta seria uma experiência inesquecível. Para dizer a verdade, não encontrei nenhuma esquila nas redondezas e também não almoçámos bolotas, mas as iguarias que nos foram servidas são especiais e adaptadas à geografia e à época.

Entre o Sabugal e Sortelha, encontra-se uma pequena povoação de nome Casteleiro e aí se localiza esta pérola da região centro. Rui Cerveira, o Chef, decidiu criar na sua terra, algo de diferente, de especial. Foi uma aposta arrojada que bravamente se tem consolidado no interior e isso não é tarefa fácil.

O restaurante divide-se em duas partes, uma em regime aberto de self-service, com várias opções, que foi a escolhida pelos filhotes e um espaço gourmet onde almoçámos. O Menu é sazonal, de acordo com os produtos da época e alguns locais. Podem espreitar o Menu.

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Escolhemos um Menu Intemporal e foi uma experiência gastronómica maravilhosa.  O Couvert foi riquíssimo e com um sabor muito especial. Azeite com vinagre balsâmico, azeite com alho, pão de mistura e broa quentinha, manteiga com cogumelos, presunto e queijo da serra com doce de figo foram rapidamente degustados e bastante apreciados. A forma como os presuntos se derreteram na boca, e não sou fã de presunto, surpreendeu-me e a dualidade de sabores do queijo com o doce de figo foi tão apreciado que fez com que o comprasse a um produtor local. A entrada Folhado de Camarão com salada de Citrinos estava leve e muito saborosa. A textura do folhado crocante com o salgado do camarão contrastam com a doçura dos citrinos e a leveza da salada. É divinal. Poderia ter terminado aqui a refeição e já seria feliz.

Passando aos pratos principais, pudemos degustar o Bacalhau confitado com puré de grão e salada de abacate e o Naco de Vitela com mostarda antiga e Póquer de Legumes. O bacalhau com o sal no tom perfeito e totalmente macio surpreendeu as minhas papilas gustativas, especialmente quando apreciado com o puré de grão. Este puré, extremamente cremoso, foi algo de novo e aprovado. Em relação ao Naco de Vitela foi realmente uma experiência do outro mundo. Tenro, extremamente suculento, servido com molho de mostarda sobre uma almofada de legumes ficou para a história de excelentes refeições.

Finalmente a sobremesa, A Loucura da nossa Pasteleira é, como o próprio nome indica, completamente estranha e estranhamente boa. Salada de fruta, gelado de baunilha e um folhado de maçã, servido ainda quente, torna a degustação uma verdadeira fusão de sabores. No entanto, a loucura são estas migalhas que misturadas com aqueles doces explosivos fazem com que as papilas gustativas se encontrem numa verdadeira festa.20180831_142832.jpg

Façam como o Sr. Presidente, o Prof. Marcelo Rebelo, vão ao interior e tenham uma experiência gastronómica deste mundo!

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A Mamã é que sabe – A Encruzilhada da vida de um Professor

Hoje, alguns dos alunos ainda não têm professores. Alguns professores ainda não sabem onde e se irão leccionar neste ano lectivo. O êxodo dos professores começa em setembro e vai até julho, muitos ficando pendurados até ao início de setembro o ano seguinte.

Alguns dão aulas há 20 anos e não sabem ainda como será a sua vida. Os corajosos, que decidiram ter filhos durante estes 20 anos, sabem que terão de escolher entre meios horários perto de casa (se chegarem a meio horário) ou a possibilidade de um horário completo a 3, 4, 5 horas de casa.

No meio, o ministério pede sacrifícios, os sindicatos usam-nos como moeda de troca, as secretarias que efectuem o seu dever burocrático, os pais solicitam que sejam inspiradores, os alunos desejam que tenham paciência de Jó.

E assim vai o êxodo… Ah, e tal, têm imensos dias de férias! Não faço ideia, o meu marido tem os mesmos 22 que o resto do mundo, mas, aos fins de semana e mesmo nas férias, traz trabalho para casa… Este ano passou as férias a ler a nova legislação para melhor acompanhar os alunos.

Tenho tido muita sorte com os professores dos meus filhotes. São pessoas interessadas, humanas e, na sua maioria, inspiradoras. Ficaram em boas mãos. Também tivemos experiências menos boas (como em todas as profissões) mas, não me recordo nenhuma que peça que se mude de casa todos os anos, ou que se abandone a família, durante anos a fio, para poder prosseguir com um sonho ou uma vocação.

A estabilidade, e já nem me refiro à financeira, demora a chegar. Colegas com 40 anos que se estivessem à espera de ficar em quadro de escola para poderem criar uma família, estariam em maus lençóis em termos reprodutivos. Se quisessem comprar uma casa, se desejassem que o marido ou a mulher pudessem ter uma carreira com a sua companhia e apoio, se, se, se…

A todos os pais peço… Apoiem os professores dos vossos filhos! Eles passam quase (ou mais) tempo com eles do que alguns de nós. Compreendam o seu cansaço, o seu desalento. Eles querem o melhor para as nossas crianças e também necessitam de saber que nós, os pais, estamos aqui para ser pais e os apoiar.

Professores, sejam aquilo que nós não conseguimos ser na escola. Inspirem os nossos filhos, ajudem a que cheguem mais longe, a que criem vontade de aprender pelo prazer de aprender. Sem pensarem nos currículos ou na matéria mas apenas no puro prazer e tudo fluirá melhor.

Muito obrigada por tudo o que fazem pelos nossos filhotes! A todos, um excelente ano lectivo!

P.S.- para a semana temos um fim de semana prolongado! YEAHHH!

Adeus verão 💖

Chegou setembro e com ele, mesmo que o verão não tenha terminado, sente-se um pouquinho como se tivesse. A partir de segunda, volta-se ao rebuliço, impregnado de regras antigas esquecidas pelo aroma do mar e o toque da areia.

Este agosto tiramos o mês para nós, para repor energia, estarmos em família, orientar projetos que só fazem sentido começarem no verão. Não ficarão terminados mas, até às aulas, temos algum tempo.

Dormimos e deu para repousar. Jogamos, rimos, andamos dentro e fora de água. Conhecemos novos cantos de Portugal. Dissemos adeus ao adolescente, para o vermos de novo, cheios de saudades.

Foram assim as férias, offline, e nossas… Com sabor a mar e cheiro a serra, com dias de preguiça e dias de aventura, com passeio e com descanso, na hora certa, no momento certo. Agora, aproveitar setembro como o mês da transição e aguardar… Já só faltam 11 meses.

Sem palhinhas… pequenos gestos mudam o Mundo

Há quem suje, há quem se preocupe e há os que põe em prática os planos para um mundo melhor. A Inês viu um problema e procurou uma solução. Daí surgiu o Movimento #sempalhinhas.

A Inês vai apresentar o projeto que convido a todos a seguir 💟

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Quando há 5 meses me reuni com o meu amigo Hugo, sentia em mim uma necessidade urgente em fazer mais. Naquela tarde de chá, depois de falarmos sobre o assunto, decidimos mesmo avançar com a iniciativa. A missão era e continua a ser a de sensibilizar todos para o impacto que as palhinhas de plástico têm no meio ambiente, inspirando-os a usar palhinha apenas quando essencial e a fazer a transição para palhinhas mais amigas do ambiente (reutilizáveis: inox, bambu ou vidro; ou descartáveis: comestíveis, papel ou trigo).
Já há muito anos que tento minimizar o meu impacto ambiental e que conscientemente ajo para ser mais ecológica no meu dia-a-dia. Adoptar um estilo de vida sempre mais ecológico e conciliar esta nova forma de estar com os outros e com o Mundo tem sido uma aprendizagem constante, nem sempre simples. Felizmente há cada vez mais pessoas e iniciativas a despertar para todas estas questões e desafios ambientais. Até porque os seus efeitos começam a tornar-se demasiadamente óbvios para serem ignorados: infelizmente, todas as semanas têm surgido novos incidentes, alvos de notícia em todo o lado, sobre os nossos oceanos cheios de plástico e os eventos climáticos insólitos em várias partes do globo.
No mundo sobrepovoado em que vivemos (já ultrapassámos os 7.6 mil milhões de habitantes (ONU News, 2017)), encontramo-nos numa Era em que, mais do que nunca, todos os gestos contam. Pequenos ou grandes, são todos essenciais. A meu ver, as palhinhas são um pequeno (embora fundamental) passo inicial. Para a grande maioria das pessoas, deixar de usar palhinha de plástico é uma mudança de hábito simples e fácil que poderá servir de inspiração para outros passos rumo a uma vida quase sem plásticos e de reflexão: será que preciso mesmo de usar\comprar tanto? Só na UE28, estimativas apontam para um consumo anual de 36.4 biliões de palhinhas (Seas at risk, 2017). Já vi bares e restaurantes em Portugal que têm por hábito servir 2 palhinhas em cada bebida… quando tal acontece, pergunto-me sempre: como é que tal ainda é possível ou mesmo prática comum em alguns estabelecimentos?
Amo o Planeta e tenho um profundo respeito por todos os seres que nele habitam. Cuidar do Planeta e dos Oceanos é cuidar também da Humanidade. A Terra é a nossa Casa. Acredito na Mudança. Reduzir o uso e deixar de usar palhinhas de plástico são pequenos gestos que fazem toda a diferença. Não só ajudam a minimizar a quantidade de plástico que todos os anos acaba nos Oceanos (e os seus efeitos nefastos na vida marinha durante séculos) e aterros, como também reduzem a sua pegada de carbono (a produção e transporte de qualquer palhinha envolve a emissão de gases de efeito de estufa, contribuindo para o aquecimento global do planeta e agravando as alterações climáticas (NASA,n.d.)).
Pelo Bem do Planeta, não use palhinhas de plástico e opte por opções alternativas amigas do ambiente apenas quando essencial! Saiba mais em: https://souporummundoideal.wixsite.com/sempalhinhas
https://www.facebook.com/movimentosempalhinhas/
https://www.instagram.com/movimento_sem_palhinhas/
Desejos de umas excelentes férias ecológicas,
Inês (Fundadora do Movimento #sempalhinhas)
Ps: Desejo agradecer imensamente à Sílvia e ao blog O Dia da Liberdade pela simpatia e oportunidade de colaboração. Desejos de muitas felicidades e sucessos!
Referências:
ONU. 2017. População mundial atingiu 7,6 bilhões de habitantes. https://news.un.org/pt/story/2017/06/1589091-populacao-mundial-atingiu-76-bilhoes-de-habitantes Último acesso: 13.08.18
Seas At Risk. 2017. Single-Use Plastics and the Marine Environment
NASA. n.d. Scientific consensus: Earth’s climate is warming. https://climate.nasa.gov/scientific-consensus/#* Último acesso: 13.08.2018

5 aprendizagens vitais graças aos filhos

Isto de ser mãe tem que se diga. Há quem não queira, há quem sinta o bichinho da maternidade cedo, outras despertam mais tarde mas quem é e mesmo quem não é, sabe que a vida muda depois de ter um filho ou dois ou três.

O primeiro é o bebé teste, que vem unir e transformar o casal… Se calhar, se não transformar o casal, não une. Mas isso fica para outro artigo! Ao nascer o primogénito, o balanço a dois altera-se, mesmo que seja de forma subtil. A disponibilidade de um e de outro muda, o tempo a dois passa a ser a três e um bebé não é um tamagotchi (quem nasceu antes dos anos 90, sabe o que isto é) que se desliga quando nos apetece…

Aprendi e continuo a aprender, suponho que mesmo velhinha caquética continuarei a aprender imenso com os meus filhos. Estas são talvez as lições mais importantes que tive em toda a minha vida e eles são os professores a quem mais amo.

A importância da Rotina

Quando éramos jovens e consequentes, eu e o meu marido decidíamos sair e íamos… Viajávamos, passeávamos, trabalhávamos de noite (no início do casamento estávamos a trabalhar e a fazer o mestrado ao mesmo tempo) não dormíamos para ir trabalhar ou dormíamos pela manhã a dentro, aos fins de semana. A rotina passava apenas pelas horas do trabalho. A partir do nascimento do primeiro filho, percebemos que as rotinas lhe davam segurança e ele ficava mais feliz e, consequentemente, mais calmo. A hora de comer, de dormir e de tomar banho, a leitura, o mimo e a massagem, eram aqueles rituais que facilitavam a nossa vida e a rotina acaba por se tornar nossa amiga. Crianças bem dormida é uma criança mais feliz e os pais também.

A importância da espontaneidade

Nem só de rotina vive o homem e a espontaneidade também é importante. Um dia não são dias e as surpresas também fazem as delícias de uma família. Hoje vamos comer uma pizza porque sim (na verdade, porque não me apetece fazer o jantar). Em vez de ficarmos a aquecer o sofá, vamos andar de trotinete na marginal. Façam os sacos que vamos acampar ou quem quer um banho de cócegas são momentos únicos que guardamos para sempre…

A três, a quatro, a cinco, mas sempre a dois (e a um)

Se nós não estamos bem, ninguém está bem. Uma família é um ambiente muito delicado e, basta um não estar bem, para desequilibrar o mesmo. A importância de os pais estarem bem e terem direito a tempo só para si a dois ou sozinhos é muito, mesmo muito importante. Aqui, o papel da rotina é fundamental. Se soubessem como gosto de me enroscar no sofá com o meu maridão depois da casa estar em silêncio. Meia hora serve de terapia diária (se for mais, melhor)! E, para além disso, preciso do meu tempo sozinha que, normalmente se traduz na hora de dormir, ficar a ler e a escrever um pouco depois de já todos terem adormecido.

 A única impossibilidade é a morte

Tudo na vida tem uma solução. Pode doer, pode custar, pode exigir forças que não sabíamos que tínhamos mas tudo na vida tem uma solução, nem que seja o tempo que cura muita coisa. O importante é analisar bem o problema, panicar durante 2 minutos e depois de respirar fundo procurar a solução… Dormir também ajuda a relativizar e solucionar problemas… O que não tem solução, está resolvido. Agora é só adaptar-nos à nova realidade. Não menosprezo os problemas, sei bem quanto magoam. No entanto, à medida que cresço e vejo os filhos crescer, percebo que os dramas de antes, se calhar não eram assim tão dramáticos.

O Amor que se multiplica (não se divide)

O medo dos meus filhos é que eu goste mais de um ou de outro. Explicar que por eles nascerem não deixei de amar o pai, que por nascer o N. ou o C. não deixei de gostar ou passei a gostar menos dos outros é um conceito complicado e as inseguranças são muitas. As mães sabem que amamos os filhos de amor igual, embora a forma como o demonstremos possa ser diferente, adaptando-se ao estilo de cada um. Se há um filho que não aprecia abraços não o vou forçar a ser abraçado mas recebe beijinhos ou massagens pois acho que o calor humano é importante… Não vou demonstrar afecto publicamente ao meu adolescente pois sei que isso o constrange. Não quer dizer que tenha deixado de gostar dele… significa apenas que respeito o seu espaço. Em casa não se livra do mimo! Uma mãe tem tantos corações, quantos filhos e, a maravilha da natureza é que cabem todos cá dentro, mesmo quando parece que andamos com o coração cá fora!

 

Gatos em casa?

Hoje comemora-se mais um Dia Internacional do Gato e, quem já segue o blog há algum tempo já sabe que eu gosto muito de gatos e bichinhos em geral, não podia deixar esse dia em branco.

Faz um ano contava a história do nosso Faísca, perdido na Cantábria, encontrado por uma família simpática que dele cuidou e que conseguimos contactar e ir buscá-lo de volta para casa. Hoje, quase um ano passado, já parece novamente a bolinha de pelo gigante de antes…

Sempre tive animais embora só aos treze anos tenha tido a minha primeira gata de casa. Na altura, foi o melhor que me podia ter acontecido. Aquela gata sentava-se no meu pescoço, tipo gola de raposa, enquanto estudava, e ali ficava. Eu era responsável por ela e isso ajudou-me em muitos sentidos.

Os meus filhos já nasceram em casas com gatos e cresceram a respeitá-los. Os gatos têm essa característica. Se uma criança não for suficiente simpática, eles vão-se embora. É necessário que as crianças aprendam a conviver com eles e a respeitá-los.

As minhas gatas, que já morreram há algum tempo atrás, sempre adoraram os bebés. Quando nasceram, costumavam ficar próximo do berço, uma delas, quando cresciam queriam dormir aos seus pés, e chamavam-nos quando os bebés choravam.

Nunca tive problemas com elas em termos de saúde. Durante a gravidez, quem mudava a areia era o meu marido e tinha o cuidado de lavar sempre bem as mãos depois de uma sessão de mimo! É preciso ter algum cuidado, por causa da toxoplasmose, mas hoje já sabemos que a contaminação não acontece apenas por causa dos gatos e convém ter vários cuidados.

Uma das características maravilhosas dos gatos é saberem quando alguém precisa de mimo e, do nada, aparecem e mostram que estão ali e querem mimo… São óptimos para empatar trabalho. Experimentem ligar o computador, preparar um café, chá ou limonada e, quando chegarem à cadeira, lá está ele, em cima do teclado à espera de, outra vez, mimo.

Preparem-se também para umas lutas de arranhadelas e mordidelas e linguados ásperos como forma de pagamento por todas as coisas boas que fazem por ele. Ser gato é difícil! Fazer o teste do descanso em todas as divisões, encher a casa de pelo para que os donos percebam que é necessário aspirar o chão e limpar o pó, miar de manhã (madrugada) a pedir comida e, caso não funcione, dar umas patadas na cara dos donos até se certificarem que estão acordados, beber das torneiras sem se preocuparem com a falta de água no planeta.

O gato, esse animal esquivo, amado por tantos e detestado por tantos outros, foi alvo de perseguições e assassínios em massa. Feito deus e feito diabo. Pode não ser o animal perfeito para todos mas é perfeito para nós! Gatos em casa? Sim…

Dicas de Sustentabilidade – Na praia

Depois de ter lido o relato da actividade da Mãe Sílvia Coutinho, blogger de a minha mente inquieta, na sua publicação É preciso arregaçar mangas, fiquei com o bichinho da limpeza. A Sílvia, juntamente com as suas lindas filhotas, foram passear à beira rio e aproveitaram para fazer uma mega recolha de lixo no areal. Foi bom para o planeta e para todas como família.

Quando chegámos a São Martinho do Porto, para as nossas tão merecidas e aguardadas férias, foi também a altura de arregaçar as mangas. S. Martinho do Porto é maravilhoso e a praia lindíssima e segura. Finalmente consegui ler enquanto as crianças e o pai estavam na água… As algas, que aparecem na costa, não nos incomodam. Fazem parte da natureza.

O que incomoda são os kilos de lixo que aparecem na costa e na areia. Ao sentar-me na areia, na primeira vez que chego à praia, salta um penso higiénico diário da areia, para além de todas as beatas que nos rodeiam.

Costumo caçar tesouros com os meus filhotes na praia. Estes tesouros são conchas, que voltam a ficar na areia, mas que têm direito a competição sobre qual a mais bonita. No meio destes tesouros, encontrámos centenas de tesouros muito menos interessantes. Restos de redes, fios de pesca, pedaços de plástico não-identificado, sacos, plásticos envolventes de todo o tipo de coisa, plástico queimado, etc…

Portanto, lá fui passeando e colocando o lixo num saco, por vezes encontrado na praia, por vezes guardado na mochila para estes casos. Ao encher, íamos ao caixote, deitávamos fora e tornávamos a encher.

Uma das coisas que me assustou foi o que podem ver na fotografia principal, ao lado do saco plástico. Ao pegar na corda verde, que se via por entre as algas, vem um enorme aglomerado de algas atrás e, dentro dele, um peixe-isco,em metal, com vários anzóis, onde uma criança ou um adulto, ao pisar as algas, poderia se ferir…

Notas mentais desta experiência:

  • exercício a manter, na praia, rio ou campo
  • por favor, educar as crianças e jovens (ou adultos) que beatas na areia ou pensos higiénicos, fraldas e afins, não. Há caixotes do lixo próximos…
  • imaginar que os plásticos que não apanharmos, irão para o mar e, não só irão ferir os animais marinhos, como se irão desfazer em pequenas peças, que serão comidas por aqueles animais, que serão comidos por nós… Not cool!
  • A maior parte do lixo pareceu-me ser proveniente de barcos e da pesca
  • Tesouros na praia sim, mas só os naturais…
  • Se quiserem deixar tesouros na praia, aceito notas de 50€, são de papel mas aposto que não chegam a deteriorar-se 🙂

Não consegui fazer o mesmo com os meus rapazes na praia, de forma sistemática como a Sílvia, mas no fim das férias já se divertiam a ajudar a mãe e a mostrar o que tinham encontrado.  O meu filho mais velho diz que me estou a tornar hippie mas que não tem vergonha! Vá lá, do mal o menos!!!

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Propostas para uma semana de verão

Mesmo que já tenham chegado de férias, estamos no verão e os horários são diferentes. Os dias mais quentes e mais longos convidam a viver com mais calma e a sermos mais felizes. Propomo-vos momentos de lazer, sozinhos, a dois ou em família.

Hotel Transylvânia 3

  Mais um filme desta maravilhosa família que nos faz relembrar a saudosa Família Adams. Em Hotel Transylvânia 3, esta família de hoteleiros faz finalmente férias e abandona o hotel para ir fazer um cruzeiro maravilhoso. As referências ao Triângulo das Bermudas e a Atlantis são bons para desencadear conversas com as crianças e jovens sobre mitos que, ainda hoje, persistem e são procurados. Por outro lado, é um filme excelente para ajudar as crianças a ultrapassarem os medos de monstros e outras criaturas que se temem esconder-se na sombra. A não perder!

Café Império

Um dos Ex-libris de Lisboa, o Café Império situado na Alameda, perto da Fonte Luminosa, faz as delícias de quem aprecia um bom bife. Sim, bifes, esparragado e sobremesas maravilhosas esperam por vós! Com um ambiente singular, leva-nos a um passado romântico, ao estilo dos anos 50. Tem uma zona infantil mas recomendo um bom passeio a dois, terminando com uma boa refeição, ou vice-versa.

Block Puzzle

Um momento a sós, para desanuviar em qualquer lugar e a qualquer hora, Block Puzzle faz lembrar o Tetris mas sem a pressão das peças que caiem. Temos que colocar as peças de modo a fazer linha e a que a mesma desapareça, sendo que ao acumular e ao surgirem peças maiores podemos perder por não haver mais espaço para as colocar.

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100 Portuguesas com História

Uma compilação muito boa sobre 100 grandes mulheres na história portuguesa. Um verdadeiro abre-olhos sobre os nossos antepassados e o papel das mulheres ao longo dos tempos. É um livro extenso, com 100 grandes nomes, embora nem todos conhecidos, mas que vale a pena conhecer. Pela mão de Anabela Natário, uma obra a não perder!

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Dicas de Sustentabilidade: Em Roma, sê Romano

Os  nossos filhos são bilíngues. Na teoria, sabem português e alemão, embora o seu nível de proficiência dependa um pouco das experiências diferenciadas que tiveram. Quando eram menos e mais pequenos, um dos tipos de férias que mais apreciávamos era ir para a Alemanha e abandonar o nosso filho (na altura, único) no parque.

De que maneira é isto ecológico, questionais vós. Porque, o que fazíamos era ser como os romanos, neste caso em particular, como os alemães.

Ainda antes de haver Airb’n’b, já alugávamos apartamentos em zonas menos turísticas, andávamos a pé, tanto quanto possível, ou de transportes públicos, comíamos o que os locais comiam e educávamos o nosso filho à mesma maneira que os outros faziam.

O próximo passo será andarmos de bicicletas atrás. Estamos só à espera que o mais novo ganhe autonomia para seguir connosco, sem esforço extra.

Na altura, os parques infantis alemães, que frequentávamos, eram frequentemente feitos de madeira e com um nível de dificuldade muito superior aos portugueses. As crianças com dois, três anos podiam subir barreiras enormes, aranhas gigantes e até fazer slide, com uma agilidade muito superior à de uma crianças portuguesa porque os pais, literalmente, os abandonavam no parque e se sentavam a ler, a conversar ou a comer, enquanto os petizes brincavam à vontade. Ali, o filhote tinha que aprender a comunicar e a pôr em prática a língua que já conhecia em casa.

Seja para melhorar ou para aprender uma nova língua, ir ao país e submergir-se de verdadeiras experiências com habitantes locais, é o melhor caminho. Mesmo que não queiramos melhorar uma língua estrangeira, cai sempre bem fazer um esforço para aprender o básico!

Na altura, já se usavam os sacos de panos nos supermercados, hábito que trouxemos de volta e que agora vemos, tão frequentemente. O ideal é sempre evitar levar sacos plásticos, à excepção dos reutilizáveis para proteger de acidentes tipo “O champô abriu-se”.

Não somos grandes fãs de souvenirs mas quando é para trazer algo, é pequeno e local. Pessoalmente sou fã de comida local e é isso que costumo trazer… Dura pouco, mas a recordação dura para sempre!

Apesar de nos parecer que vamos sempre muito carregados de férias, a verdade é que para 5 pessoas, um cão e um gato, até vamos mais ou menos leves. Uma mochila de roupa, toalhas e afins e uma pequena mochila com brinquedos e livros para cada um, parece-me exequível… O gato e a cadela só têm direito a um saco e têm de partilhar.

Dentro do tipo de Romanos, sejam bons romanos! E Boas férias!

Ginástica Mental para Crianças de Férias

São quase três meses sem aulas e os TPC são uma seca. Têm, no entanto, a sua utilidade. O cérebro e os dedos não podem ficar de férias durante os três meses pois definham… Não é necessário escreverem todos os dias, ou fazer cópias, como eu tinha que fazer para ficar com uma letra bonita, sendo que não surtiu efeito nenhum, mas convém arranjar maneiras divertidas para que as crianças continuem a aprender e a estimular a sua criatividade.

O papá cá da casa fez um jogo para que as pequenas células cinzentas se mantenham activas, mesmo durante as férias. Com este pdf, é pedido às crianças que criem oralmente ou por escrito, histórias curtas e divertidas, algo que pode ser realizado em família ou sozinhos.

Podem ser criadas à noite, em conjunto, no carro enquanto os pais guiam e os filhos inventam a história. Tem uma forte componente visual que lhes permite inventar, sem nunca saber como irá terminar, sendo o dado a decidir.

Vão buscar um dado, imprimam o documento e divirtam-se! Os nossos gostaram muito, espero que os vossos também!

Histórias em 3 minutos